

Quanto mais as investigações avançam e apontam para personagens de dentro do Supremo Tribunal Federal (STF), mais rápidas têm sido as decisões para definir quem fica com o quê. Só neste sábado (12), o caso envolvendo Alexandre de Moraes mudou de mãos, André Mendonça deixou a relatoria e o presidente da Corte, Edson Fachin, assumiu o processo que será objeto da sessão de terça-feira (15). No mesmo despacho, Fachin ainda mandou para a própria mesa processos relacionados aos casos Banco Master e INSS.
Até seis dias atrás, o caminho era outro. o ministro Mendonça havia separado o material envolvendo Moraes e liberado o caso para julgamento pelo Plenário. Queria a discussão diante dos onze ministros.
No meio do caminho, Fachin suspendeu o andamento de possíveis investigações contra integrantes do STF e determinou que qualquer caso desse tipo passasse primeiro pela Presidência.
Neste sábado, Fachin tirou Mendonça da relatoria e assumiu o caso.
A justificativa foi a possibilidade de surgir uma situação de impedimento durante a análise do processo.
O ministro Fachin também determinou o envio à Presidência dos processos relacionados aos casos Banco Master e INSS.O Master, comandado por Daniel Vorcaro, já arrastou para o centro da crise relações do banqueiro com autoridades e personagens do governo em todos as áreas dos três poderes.